Maria da Graça Pacheco

A alegria do desafio diocesano de me candidatar ao Curso de Direito Canónico, fortaleceu-se no dia em que fui recebida no ISDC. Senti confirmado o chamamento que me inquietava há 12 anos. Depois de Teologia, esta era a formação que, em “segredo”, ansiava obter.

A ambiência familiar da frequência das aulas fez-me sentir em “casa”. O testemunho da interação entre docentes e alunos e a convivência dos alunos entre si foram fonte de motivação que ainda perdura. Quero crer, que se estabeleceram amizades para sempre.

Estudar “cânones e leis” não se traduziu em legalismos, antes me proporcionou uma nova identificação com o Evangelho e alargou o meu sentido de pertença à Igreja. Conferiu-me novas competências e, consequentemente, uma maior responsabilidade no exercício da minha missão e, claramente,  acrescentou-me uma outra disponibilidade interior para o serviço e defesa da dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus (Gn 1, 26), independentemente das suas circunstâncias,  porque a lei suprema na Igreja é a salvação das almas (cân. 1752).

De facto, foi uma oportunidade transformadora e, reconhecidamente grata, bendigo a Deus por este tempo de formação académica, que passou tão prestemente e foi tão gratificante. Voltaria a repetir tudo outra vez!

Padre Sérgio Tomé

LDC

Sou o Pe Sérgio Manuel Tomé Correia, nascido a 10 junho de 1976, natural de Vila Marim, Mesão Frio, sacerdote da Diocese de Vila Real desde 2000.

- A minha decisão de estudar direito canónico no ISDC teve a influência de três pessoas: o Senhor D. Amândio Tomás foi quem fez o convite; o Doutor João Seabra numa longa e persuasiva conversa falou-me da importância do direito canónico, da missão, trabalho e da excelência do corpo docente do ISDC; o Dr. Ilídio Arcanjo (advogado civil) um amigo, encorajou-me a aceitar o desafio. Recordo que duas semanas depois o Doutor Jorge Cunha da UCP Porto telefonou-me para frequentar um Mestrado, mas, já havia tomado a decisão.

- Comuniquei ao Povo de Deus, das quatro paróquias a decisão de frequentar a licenciatura de direito canónico na UCP, em Lisboa. Durante três anos, iria estar ausente, de segunda a quarta-feira. Recebi de muitos palavras de encorajamento e alguns comentários: “quando acabar vão tirá-lo daqui”.

- Falei, com anuência do Senhor Bispo, aos sacerdotes do Arciprestado, pedido a sua colaboração e auxílio espiritual para os casos urgentes. Todos se disponibilizaram e foram incansáveis durante o curso.

- Os três anos do Curso foram extraordinários, entusiasmantes, diria que soberbos. Evidencio entre muitos aspetos o seguinte: a organização dos serviços Universidade, mormente o Secretariado do ISDC; a dedicação, disponibilidade, proximidade e erudição do Corpo Docente (mesmo em direito civil); o facto de termos as aulas de tarde e à noite, permitia-me aceder todas as manhãs à magnifica biblioteca, onde o silêncio e a abundância de recursos facilitou o aprofundamento das lições, a curiosidade e gosto pelo direito canónico; finalmente, os discentes, vindos de dioceses e nações diferentes permitiu a partilha experiências e realidades jurídicas únicas.

- Creio ser inquestionável, por isso não me pronuncio aqui, de como é indispensável o direito na vida da Igreja.

- Passados estes anos julgo ter feito a escolha certa, mas reconheço que errei quando não escutei o desafio lançado pelo Doutor João Seabra, em prosseguir os estudos em Roma, agora já é tarde demais.

- Atualmente e enquanto o meu Bispo D. António Augusto o desejar e julgar conveniente, sirvo a Igreja, na Diocese de Vila Real, sendo Vigário Geral, Moderador da Cúria, Juiz no Tribunal Interdiocesano Vilarealense, Membro da Comissão Proteção de Menores, e como Defensor do Vínculo no Tribunal Eclesiástico da Diocese do Porto.

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César Miguel Ribeiro
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